O assunto sobre o qual Fernanda Sánchez se detém em seu livro é a mercantilização e o empresariamento das cidades dentro do processo capitalista de reestruturação urbana. Ela procura discutir como determinados agentes e centros de difusão internacional vendem seus ideários e modelos que circulam num mercado mundial. Eles transformam uma realidade diversa, complexa e contraditória em mercadoria desejada e acessível aos potenciais compradores. A redução sintética da cidade a uma imagem mercadológica constitui um ato de violência simbólica que desconhece ou apaga as múltiplas outras imagens e representações possíveis da cidade. Em tempos de ressurgimento do debate urbano no Brasil e de redefinição de projetos na esfera nacional, esse livro propõe uma reflexão que se situa na contracorrente da adesão subordinada a agendas e modelos dominantes.